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Edmundo Migliaccio

OBRAS DO ARTISTA

 

Edmundo Migliaccio 10356

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BIOGRAFIA

 

Edmundo MigliaccioEdmundo Francisco Nicodemo Migliaccio (Caconde SP 1903 – São Paulo SP 1983)

Pintor e professor.

 

Estudou no Liceu de Artes e Ofícios e no Instituto Profissional Masculino do Brás, em São Paulo, consagrou-se como pintor neoclássico, destacando-se como retratista. Sua inspiração por Rembrandt esta evidente em suas obras, nas quais o contraste luz e sombra evocam profundidade e espiritualidade. Pintor de inúmeras telas dentre elas as três, “Jesus Crucificado”, “Assunção de Nossa Senhora” e “Imaculada Conceição”, que se encontram no interior da Basílica Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Caconde, com destaque também a “Apóstolo São Paulo”, que figura na Câmara Municipal de São Paulo, e “O Sertanista”, no Acervo do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Era filho dos imigrantes italianos Domingos Migliaccio e Santa Frontieri. Aos quatro anos de idade despontava-se como uma criança observadora e atirada. O cérebro parecia registrar em altíssima freqüência todos os detalhes à sua volta. Na adolescência, decorava os muros nas ruas de sua cidade natal. Suas criações encerravam grande sensibilidade artística e prodigiosa inteligência. Não demoraria muito e o pequeno gênio trocaria o carvão e o lápis pelo pincel. E foi o que aconteceu quando deixou Caconde para buscar, na Escola Profissional, o aprimoramento artístico.

Os esboços nasciam de sua notável capacidade criadora, até mesmo, nos momentos mais inusitados. “Na hora do almoço, por exemplo, as extremidades da toal ha de mesa emprestavam vida a um preto velho meditando ou a uma cigana descortinando o futuro“, lembra a artista plástica Eliana Migliaccio Mantovani. No ateliê da vida real, a nobre Josefina Luzzi pintava, no coração do esposo Migliaccio, cariciosos quadros de ternura. Teve com Josefina três filhos, Joval, Jurema e Rubens.

A “genialidade” fazia contrastar a magnificência do divino com a nobreza dos traços peculiares das figuras históricas retratadas na época. Pintou também, a tela “O Sertanista” para o Palácio dos Bandeirantes, na gestão Laudo Natel. É, atualmente, importante peça do patrimônio cultural do estado de São Paulo.

Na década de 1960, o artista, recebeu no Salão de Belas Artes, a visita do então governador Reynaldo de Barros. Vale ressaltar que naquele mesmo espaço, dedicado às artes, foi condecorado, em 1938, com Menção Honrosa; Medalha de Bronze, em 1941; Pequena Medalha de Prata, em 1947; Grande Medalha de Prata, em 1962; Pequena Medalha de Ouro, em 1963; Grande Medalha de Ouro, em 1983.

Uma de suas mais famosas pinturas encontra-se exposta, na cidade de Chicago, Estados Unidos da América. Trata-se de um “Preto Velho” sentado à mesa; cachimbo à boca; vinho na taça; garrafão quase vazio. A cesta de taquaras recostada à parede do casebre e a moringa d’água; as beterrabas e os tomates próximos a uma bandeja de peixes, incorporam outro ângulo da cena. A faca, na parte posterior direita da mesa, parece esperar a hábil mão do preto velho acostumada à arte de descascar legumes. Os olhos parados no vácuo refletem a imagem da alma tranquila.

Edmundo faleceu aos 80 anos, após ter conquistado grande fama nacional e internacional. Funcionário público, Professor na Escola Getúlio Vargas, depois de aposentado lecionava no seu ateliê na Mooca. Teve como alunos grandes artistas de renome no Brasil como Anna Cortazzio, Octavio Ferreira de Araújo, Salvador Rodrigues Junior, Luiz Sacilotto, entre outros.

Fonte: Wikipédia